Como fazer Backup do Team System

Vamos imaginar o seguinte cenário: Você passa algumas horas lendo o Installation Guide do Team System, cria os usuários do Team System no AD, instala o Windows 2003, SQL Server 2005, aplica os patches direitinho, configura o Sharepoint finalmente instala o Team Foundation Server.

Você fica todo feliz, começa a migrar todos os projetos da empresa pro Team System, configura build daqui, customiza um processo ali e depois de um mês, com toda a empresa dependendo do Team System, o servidor resolve “capotar”.

É um cenário meio catastrófico, mas confesso que já aconteceu comigo. Aí o gerente olha pra você e fala: “me coloca esse servidor no ar o mais rápido possível, pois estou com o time todo parado, e se fosse o antigo Source Safe eu já tinha restaurado o .dat e estava tudo bem“.

Realmente, nesse ponto ele tinha razão, o processo de backup / restore do Team System é um pouquinho mais difícil que o do Source Safe, mas porque estou contando toda essa histórinha? Na verdade, é só pra te comover um pouco e pra você se lembrar que caso não tenha planejado o Backup do seu Team System, já passou da hora de fazer. Vamos ver como:

Por trabalhar de forma integrada com Sharepoint e com Reporting Services o processo de Backup do Team System requer que todos os bancos de dados sejam “backupeados” ao mesmo tempo. Se o backup dos bancos forem executados de forma separada, poderá haver inconsistências nos seus dados, então sugiro que você leia a receitinha de bolo da Microsoft dizendo passo a passo o que você deve fazer para ter um backup íntegro do seu Team System.

O procedimento de backup pode ser acessado nesta URL http://msdn.microsoft.com/en-us/library/ms253070(vs.80).aspx e recentemente foi publicado um vídeo muito bom executando o procedimento e mostrando como fazer isso na prática. Vale a pena a visita em http://msdn.microsoft.com/en-us/vsts2008/cc770261.aspx.

Uma última dica pra finalizar que não está nos procedimentos da Microsoft: Considere o uso de máquinas virtuais para o seu Team System. Nós conseguimos reduzir o tempo de restore do Team System no caso de crash total da máquina de 6 horas para 30 minutos usando essa abordagem.

Um abraço
André Dias

Novidades do Team System Rosario

O VSTS 2008 (conhecido como Orcas), nem tinha sido lançado e a Microsoft já estava trabalhando na próxima versão do produto, o Visual Studio Team System “Rosario”.

Enquanto o VSTS 2008 não trouxe muitas novidades em relação ao seu antecessor, o Visual Studio Team System “Rosario” está prometendo uma verdadeira revolução no produto. Muitas das features solicitadas pelo pessoal que trabalha com o Team System está presente na especificação do novo produto, entre elas: gerenciamento de portfólios de projetos e integração com o Project Server nativa, rastreabilidade e análise de impacto, diversas melhorias nas ferramentas de testes e muito mais.

Confira as principais novidades do Team System “Rosario” abaixo:

  1. Priorização e gerenciamento de projetos de TI compartilhado com o Project Server através de integração direta. (Hoje, isso é feito através de um plug-in chamado PsTfsConnector )
  2. Gerenciamento de portfólios de projetos para permitir um gerenciamento de recursos balanceado de acordo com as necessidades de negócios.
  3. Rastreabilidade completa (ex. work items hierárquicos) para permitir rastrear artefatos contra requisitos de negócio e possibilidade de realizar análises de impacto rapidamente de acordo com requisições de mudanças.
  4. Métricas e Dashboards para visão compartilhada de status e progresso do projeto em relação aos artefatos previstos para as entregas.
  5. Novos recursos poderosos para permitir que desenvolvedores e testadores possam rapidamente identificar, comunicar, priorizar, diagnosticar e resolver bugs.
  6. Gerenciamento de test case integrado para criar, organizar e gerenciar test cases com os times de desenvolvimento e testes.
  7. Automação de testes e guias para ajudar desenvolvedores e testadores a focarem em testes de negócio ao invés de tarefas repetitivas e manuais.
  8. Métricas de qualidade para decisões de release no formato “vai/não vai” se uma aplicação está pronta para produção e se foi totalmente testada contra os requisitos de negócio.
  9. Rápida integração de times remotos, distribuídos e desconectados no processo de desenvolvimento.
  10. Fácil customização de processos e guias da Microsoft e de parceiros para ajustar a forma que o seu time trabalha.
  11. Suporte integrado para construção de setups usando Windows Installer XML technology
  12. Melhorias na build, no controlador de versão (Source Control) e na administração multi-server.

Pra quem se interessou, há uma máquina virtual completinha disponível com o produto para download, é uma versão de abril/08 e possui pouco mais de 8 GB, então além de paciência recomendo um bom gerenciar do downloads. O endereço para baixá-la é http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?familyid=65d0e3bd-9df3-421a-804f-8f01bd90f0b4&displaylang=en&tm

Abraços
André Dias

Team System : Um caminho mais curto para obter o CMMi

Que o Team System é um produto para ALM (Application Lifecycle Management – Gerenciamento de Ciclo de Vida de Aplicações) todo mundo está cansado de saber. O que algumas pessoas talvez não saibam é que o Team System pode facilitar, e muito, a vida da sua empresa na obtenção do CMMi nível 3. Vamos entender por que.

O CMMi pede que você tenha Gerenciamento de Configuração, Medição e Análise, Monitoramento e Controle de Projeto, Planejamento do Projeto, Garantia de Qualidade do Produto e do Processo, Gerenciamento de Requisitos e Gerenciamento de Fornecedores, isso só pra citar as Áreas de Processos do nível de maturidade 2.

O Team System consegue endereçar todos esses requisitos oferecendo versionamento de artefatos, utilizando o Source Control para controle de código fonte e o SharePoint para gerenciamento dos demais artefatos. Oferece também um gerenciamento muito bom de work items que te permite não só gerenciar requisitos, mas também ter planejamento, controle e monitoramento de projetos.

Se você achar que ainda falta alguma coisa, é só fazer a integração com o Project Server, que aí consultor nenhum de CMMi vai colocar defeito. De quebra ele traz também mais de 20 relatórios para você realizar medição e acompanhar a qualidade do seu produto e possui também diversas ferramentas de testes integradas para te auxiliar na qualidade. E por último e muito importante também, traz todo o processo descrito no portal do projeto.

Legal! Existem algumas ferramentas no mercado que também fazem isso. Talvez não tão integradas como o Team System, mas fazem. E então qual é o grande diferencial do Team System?

O Team System foi desenhado para se moldar a qualquer tipo de processo e a Microsoft fez um trabalho fantástico para desenhar um template de processo que fosse aderente ao CMMi, mas que não tivesse toda aquela burocracia que muitos acham necessário, ela criou o MSF for CMMI® Process Improvement.

Enquanto um processo CMMi típico tem em torno de 400 artefatos para estar aderente ao nível 3, o MSF for CMMI® Process Improvement, possui apenas 59. Uma redução considerável de 85%. Tudo isso é possível graças à integração da ferramenta com o template de processo e principalmente da aderência do template de processo ao manifesto ágil que é:

  • Colaboração com o Cliente sobre Negociação de Contratos
  • Responder as mudanças sobre Seguir o Planejamento
  • Pessoas e Iterações sobre Processos e Ferramentas
  • Software Funcionamento sobre Documentação Abrangente

Trazendo toda essa teoria pro lado prático e analisando um pouco da experiência que já tive. Dificilmente, você conseguirá seguir 100% o template de processo MSF for CMMI® Process Improvement, no entanto, é muuuito mais simples customizar um template com 59 artefatos desenhados para trabalhar de forma integrada com uma ferramenta que vai te dar todo o apoio na implantação e manutenção do processo do que criar um processo do zero tendo como meta uns 400 artefatos e ter várias ferramentas que não se conversam.

E tem gente que ainda pergunta por que eu gosto desse esse tal de Team System 🙂

Abraços
André Dias

Utilizando Team System com Eclipse

Sempre quando tento vender a idéia do Visual Studio Team System para empresas que desenvolvem sistemas para várias plataformas, na maioria das vezes, a primeira pergunta que ouço é: “Na minha empresa, utilizamos Java, VB6, Delphi e .Net. O Team System consegue gerenciar tudo isso?” E eu com o peito estufado digo com todo o prazer “Simmm !!! “

No entanto, eu nunca tinha “brincado” de integrar Team System com Eclipse, apenas com VB6 e SQL Management Studio (para saber como veja esse post), mas como nesse mundo da computação, nunca existe nunca. Surgiu a primeira necessidade de se fazer essa integração, que para a minha surpresa, foi muito simples e bastante agradável.

O primeiro passo foi baixar o plugin para eclipse no site da Teamprise. O processo de instalação é é muito simples. Basta decompactar os arquivos na pasta do eclipse e quando você abre a IDE é só escolher quais janelas do Team System você quer exibir.

O pessoal da Teamprise fez um excelente trabalho e não deixaram a desejar nem na usabilidade. Os ícones, janelas, nomenclaturas são exatamente iguais ao Visual Studio. Confiram algumas telas:

Imagem 1: Team Explorer

Imagem 2: Pending Changes (Work Items)

Imagem 3: “Solution Explorer” com integração ao VSTS

Como nem tudo são flores esse plugin tem um custo de US$ 199.00. Nada muito significante comparado ao retorno que ele te dá. O investimento realmente vale a pena.

Para os javeiros de plantão, antes de torcerem o nariz para essa ferramenta da Microsoft e dizer que o Subversion é muito melhor, dêem uma olhadinha no TS. Acho que vocês vão mudar de idéia rapidinho.

Um abraço
André Dias

Iniciando com o Windows Workflow Foundation

Pra quem está interessado em iniciar seus estudos no Windows Workflow Foundation (WF) ou simplesmente entender como “encaixar” esse recurso em sua aplicações, uma boa fonte é o site de arquitetura para Workflow & Business Processes em http://msdn.microsoft.com/en-us/architecture/aa699452.aspx.

Lá você encontrará ferramentas, webcasts e artigos sobre engines de workflow, orquestração de serviços, monitoração e principalmente como desenvolver e integrar tudo isso. É um prato cheio de informação pra quem trabalha ou quer trabalhar com workflows.

[]s
André Dias

O que significa ser arquiteto?

Uma discussão que freqüentemente vem à tona em fóruns, posts ou até mesmo num bate papo informal é: Qual o verdadeiro papel de um arquiteto?

Já ouvi versões dizendo que um arquiteto é um programador experiente, outras dizendo que é uma pessoa que consegue projetar softwares que atenderão todos os requisitos do cliente, porém visando uma aplicação fácil de manter, com boa performance, etc.

A minha opinião é de que um arquiteto tem que ter um conhecimento amplo de tecnologia e saber utilizá-las em cenários adequados visando resolver o problema proposto. Nem mais, nem menos. Apenas o problema proposto.

O arquiteto tem que ter a sensibilidade de identificar a real necessidade de negócio do cliente e lhe propor a melhor solução e também soluções alternativas que poderão, de fato, viabilizar o negócio, já que nem sempre a melhor solução é a mais viável.

Como esse assunto dá muito pano pra manga, recomendo uma leitura na última edição do The Architecture Journal. Essa última edição aborda exatamente o papel do arquiteto e também oferece um espaço para você dar a sua opinião e conferir o que os outros arquitetos pensam sobre o assunto. Confiram o fórum de discussão em http://msdn.microsoft.com/en-us/architecture/cc460196.aspx

Abraços
André Dias

Novos Exames de ADO.NET e ASP.NET liberados

Boa notícia para quem já vem acompanhando as novas tecnologias do .NET Framework 3.5. A Microsoft liberou recentemente mais dois exames betas para as tecnologias ADO.NET e ASP.NET.

Eu, como adoro o assunto de acesso a dados, fui procurar o conteúdo da prova e para a minha surpresa, além do ADO.NET tradicional cairá também LINQ e o Entity Framework que está atualmente em versão CTP.

Na prova de ASP.NET, não vi muitas novidades para as provas anteriores. Os pontos que me chamaram a atenção foram : Chamada de serviços WCF, AJAX e criação de páginas para dispositivos móveis.

Uma outra boa notícia é que já há promo codes disponíveis para a realização FREE do exame. Os promo codes das provas são:

  • 70-561: TS: Microsoft .NET Framework 3.5, ADO.NET Application Development
    Promo Code: 561B1
  • 70-562: TS: Microsoft .NET Framework 3.5, ASP.NET Application Development
    Promo Code: 562B1

Ainda não foi publicado o conteúdo oficial das provas, mas no Blog Microsoft Certifications você poderá encontrar um rascunho do que deverá cair.

ADO.NET: https://blogs.msdn.com/gerryo/archive/2008/03/13/get-ready-for-the-ado-net-3-5-mcts-exam.aspx

ASP.NET: http://blogs.msdn.com/gerryo/archive/2008/03/13/get-ready-for-the-asp-net-3-5-mcts-exam.aspx

Boa sorte!!

Evento: Gerenciamento Eficiente de Projetos Corporativos

update: A data correta do evento é 22/02 e não 22/08 como escrito anteriormente.

Na próxima sexta-feira, 22/02/2008, ocorrerá um evento dedicado ao Microsoft Office Project 2007 e a apresentação do Project Portfolio Server. O evento será também o lançamento oficial do livro Microsoft Office Project 2007.

O evento é gratuíto e para efetuar a sua inscrição, ligue 0800.888.4081 e digite a opção 6.

Abraços
André Dias

Erros e dúvidas comuns entre desenvolvedores de aplicações orientadas a objetos

Há alguns anos atrás eu mantinha um site chamado EnterpriseGuys cujo objetivo era retratar a tecnologia no mundo corporativo, onde aplicações .net se integram com java, metodologias ágeis trabalham lado a lado com processos mais “formais”, a qualidade de software ajuda a garantir o sucesso das aplicações. E todos os artigos tinham relacionamentos entre sí.

Infelizmente, tive que abandonar o site, mas a boa e velha internet fez o favor de guardar alguns conteúdos que ainda são totalmente atuais e eu gostaria de compartilhar com vocês uma entrevista que fiz no EnterpriseGuys (EG) com o Dr. Spock. Confiram:

Erros e dúvidas comuns entre desenvolvedores de aplicações orientadas a objetos

Orientação a Objetos: Alguns dizem que é um conceito simples, que possuem um domínio sobre ela, enquanto outros tem pavor só de ouvir o termo. A verdade é que a OOP não é tão trivial quanto parece e para nos ajudar a entender esse conceito tão polêmico convidamos um especialista no assunto. Aproveitem essa grande aula do Dr. Spock.

Dr. Spock
Consultor e arquiteto de software que desenvolve sistemas para a Web com tecnologias OO, banco de dados e Java desde 1996. Um teckno-freak, apaixonado e evangelista das novas tecnologias e arquiteturas para o desenvolvimento de sistemas complexos de software.

EG: Spock. Antes de tudo, gostaria de agradecer por ter aceitado o nosso convite e gostaria que você falasse um pouco da sua experiência no desenvolvimento de softwares, com o que está trabalhando atualmente e as suas áreas de interesse.

Dr. Spock: Sou um desenvolvedor que começou a trabalhar com as novas tecnologias e o desenvolvimento de aplicações para a Web por volta de 96. Comecei neste período num provedor de internet. Programei várias aplicações para a Web desde essa época. Mas, aos poucos fui migrando de tecnologia para o desenvolvimento de aplicações Web até ter contato com processos, metodologias e a orientação a objetos, culminando com uso do Java e da arquitetura J2EE.
Atualmente estou investindo muito no aprendizado das técnicas de modelagem orientadas a objetos com o uso de frameworks que disponibilizam o uso racional de Design Patterns, componentização e serviços distribuídos e transacionais. Mas, desde 99 venho programando aplicações com Java, OO, Design Patterns e J2EE.

EG: Com a sua experiência, você já deve ter passado por várias empresas e dado de frente com várias arquiteturas de sistemas. Gostaria de saber qual a sua impressão sobre essas arquiteturas. As empresas têm se preocupado mais com a produtividade utilizando ferramentas RAD ou optado por um modelo realmente orientado a objetos garantindo a alta coesão e baixo acoplamento?

Dr. Spock: A verdade é que muitos ainda estão aprendendo a orientação a objetos e os gestores estão tentando resolver os problemas de gerenciamento. A grande preocupação das empresas, e com razão, está na profissionalização da gestão de projetos. Sem uma gestão de projetos adequada e sem saber lidar com pessoas, de nada vai adiantar dominar a tecnologia se for necessário apagar constantes incêndios por falta de um planejamento ou por prazos insanos. Com isso, os desenvolvedores estão sendo pressionados pelos prazos e urgências irreais. Assim, muitos acabam tentando resolver os problemas usando, sem maturidade, as ferramentas RAD para adquirir produtividade e tentar atender as pressões. E no fim acabam, por falta de experiência, conhecimento ou pressão dos prazos, negligenciando um bom modelo OO.

EG: Muitos analistas acabam desenhando um modelo de objetos que é um espelho das tabelas do banco de dados. Essa abordagem é correta? Quais as vantagens e desvantagens desta abordagem?

Dr. Spock: Novamente, a maioria dos desenvolvedores está aprendendo OO e a programar aplicações com este paradigma. Enquanto isso, ainda é necessário obter requisitos com o cliente e estabelecer o modelo para o quê e para o como o sistema será implementado. Normalmente quem realiza estas tarefas são os analistas de sistemas mais antigos e “experientes” que já não tem tanto “jeito” para programar com as novas tecnologias. Como muito destes analistas aprenderam a programar construindo um modelo de entidades e relacionamentos para os dados, acabam fazendo aquilo que sabem quando se defrontam com o desafio de modelar um sistema OO: desenhando um modelo de dados que é um espelho das tabelas! O problema dessa abordagem é que a distância entre o modelo relacional, que estabelece a idéia de normalização, e o modelo orientado a objetos têm um grande abismo conceitual que os separam. Na orientação a objetos existem vários conceitos que poderíamos aplicar, tais como a herança, polimorfismo, padrões de projetos, interfaces e outras técnicas OO, que ao fazer uma modelagem que privilegia o modelo de dados deixamos de aplicar. Essa abordagem acaba resultando no que alguns chamam de aplicações que nada mais são do que “janelas para tabelas”. Essa limitação traz a tona todos os problemas e deficiências da abordagem estruturada, além de toda a complexidade da orientação a objetos sem usufruir os seus benefícios.

EG: Há alguns mitos sobre a OOP dizendo que esse modelo degrada a performance da aplicação, aumenta o tempo de desenvolvimento e a complexidade do sistema. Até que ponto isso é verdade?

Dr. Spock: Faço minhas as palavras da gangue dos quatro (GoF) citadas no livro clássico sobre padrões de projetos: “Projetar software orientado a objetos é difícil, e projetar software orientado a objetos re-usável é mais difícil ainda”. Por conta dessa dificuldade é uma verdade afirmar que o tempo de desenvolvimento é maior quando comparado com as técnicas mais antigas e que a complexidade é maior. Contudo, este é o investimento necessário para obter o que a orientação a objetos tem para nos oferecer: reuso, facilidade de manutenção e evolução, agilidade para atender novos requisitos ou mudanças nos requisitos e custos menores de manutenção e evolução. Portanto, aplicar a OO e a OOP significa um investimento inicial, e não um preço a pagar, para obter um retorno (ROI) a médio e longo prazo num projeto. Porém, o que acontece na maioria dos projetos que vemos por aí é que este investimento se torna rapidamente um prejuízo porque não tem uma boa gestão.

EG: Uma dúvida muito freqüente nas empresas em que passei é sobre como devemos empregar a OOP na geração de relatórios. Devemos utilizar apenas as entidades previamente definidas ou criar objetos DataHolders(Views) específicos para cada relatório?

Dr. Spock: Este problema, como muitos outros, não é um problema simples ou fácil de resolver. Mas, vejo que a solução depende dos requisitos que nos são apresentados. Como tudo o que desenvolvemos! Se precisarmos de flexibilidade e agilidade para atender mudanças ou novos layouts dos relatórios, podemos desenvolver um modelo OO para representar as entidades envolvidas na definição do objeto chamado “relatório”. Se os requisitos exigem performance, podemos fazer uso de recursos que são disponibilizados pelos gerenciadores de bancos de dados para delegar parte do processamento para estes gerenciadores. Portanto, não existe mágica. Contudo, para nossa sorte, já existem disponíveis na comunidade ‘open source’ boas soluções OO para este problema recorrente.

EG: Atualmente, tanto a Sun quanto a Microsoft estão disponibilizando bibliotecas para efetuar o acesso a dados diretamente da camada de apresentação. Isso não fere os princípios da OOP? Qual a razão desta abordagem?

Dr. Spock: Este tipo de abordagem não chega a ser um crime. A exigência pela separação da camada de apresentação da camada de negócio é mais uma boa prática que existe há muito tempo por causa do padrão de projeto chamado MVC (Model-View-Controller), do que por causa OO em si. Mais uma vez, a solução será determinada pelos requisitos. Portanto, podemos nos deparar com a necessidade de acessar recursos da camada de persistência de dados diretamente da camada de apresentação porque sob certas condições e requisitos esta seria a melhor solução. Por outro lado, sob outras condições ou requisitos a melhor solução seria separar em camadas com responsabilidades bem definidas como sugere o MVC. Geralmente, adotamos esta última estratégia porque desejamos flexibilidade e generalidade no modelo em detrimento de um tempo muito menor de desenvolvimento. O que não podemos fazer é nos privar de adotar a melhor solução para o problema com que nos deparamos porque a “estratégia da moda” a considera uma heresia!

EG: Lazy Loading: Herói ou vilão?

Dr. Spock: Não existe certo ou errado absoluto neste mundo virtual. Usar ou não a abordagem de “Lazy Loading” numa aplicação que acessa grande volumes de dados vai depender do contexto do problema que estamos tentando resolver. Por exemplo, montar uma página Web com o resultado de uma consulta que devolve 50 mil registros é uma insanidade. Mas, num processamento na camada de negócio, que normalmente é executada num servidor e acessado remotamente, usar “Lazy Loading” para trazer os mesmos 50 mil registros que seriam usados num processamento ou cálculo para gerar poucos resultados intermediários também significa uma insanidade. Porque neste último caso nos depararíamos com o problema dos “n+1” acessos ao repositório de dados enquanto seria mais eficiente acessar as informações fazendo “fetch” para obter os pacote de dados como resultado de uma única consulta.

EG: Muitos autores dizem que a melhor forma de modelar um sistema é primeiro definir o modelo de classes e a partir dele criar o MER, porém sabemos que atualmente é praticamente impossível começar um sistema totalmente do zero sem ter que integrar com alguma base de dados já existente. Qual a melhor maneira de contornar essa situação?

Dr. Spock: Desta questão podemos derivar duas situações. A primeira se refere à necessidade de uma aplicação para a manutenção dos dados que já existem nos banco de dados legados. Para este caso, porque não estabelecer um modelo de classes para manipular estes dados? Apesar de que o melhor seria usar algum framework de mapeamento objeto/relacional que seja orientado a SQL, tal como o iBatis. A segunda situação está relacionada à construção de uma solução para um problema onde poderíamos fazer uma modelagem de domínio com a definição de objetos e as suas respectivas classes que precisariam ter o seu estado persistido em tabelas previamente existentes ou simplesmente alguns dos dados que compõem o estado destes objetos seriam obtidos ou persistidos nas bases de dados. Para este caso, não precisaríamos nos dirimir de fazer um bom modelo OO para representar as entidades de domínio. Contudo, precisaríamos fazer uso de algum framework de mapeamento objeto/relacional orientado a objetos, ou seja, algum framework que implemente o idioma da OO e ao mesmo tempo transforme para o modelo relacional, tal como o Hibernate. Porém, ainda sim, poderíamos ter a primeira situação coexistindo com a segunda se encapsularmos a primeira situação numa camada interna da aplicação que seria acessada por uma camada mais externa que representaria o modelo de domínio da aplicação com a sua concepção baseada no melhor estilo da OO.

EG: Há alguns anos, tínhamos a OOP como a “solução para todos os problemas”. Hoje já temos a AOP (programação orientada a aspecto) como uma “estensão” que veio para suprir os problemas trazidos pela OOP. Você acredita que podemos ter uma substituição deste modelo a curto prazo?

Dr. Spock: A verdade é que o aspecto complementa o conceito de objeto, e não uma solução para problemas oriundos da programação OO. Existem características que vários objetos compartilham mesmo sendo de natureza (classe) diferente. A deficiência da OO reside no fato de que os conceitos de herança e interfaces não são suficientes para flexibilizar e generalizar estas características (aspectos) que estes vários objetos possuem. Então, como uma forma de capturar estas características como um novo elemento de modelagem e implementação na OO, surge o conceito e o artefato chamados de “aspecto”. Além disso, o “aspecto” vem sendo implementado nas linguagens como um recurso que é conectado dinamicamente aos objetos, tal que torna a herança de estruturas e comportamentos um recurso dinâmico que antes era estático e definido em tempo de projeto. Ou seja, uma vez o código compilado não muda mais!
Por isso, não encaro a AOP como um substituto a OOP. A verdade é que muitas tecnologias e plataformas estão migrando para o paradigma OO. Podemos tomar como exemplos o Java, desde a sua concepção, e o .NET, dentre outras plataformas e linguagens. Portanto, não consigo vislumbrar, através da minha visão limitada e “além do alcance”, uma mudança de paradigma que nos obrigue a uma mudança como foi da abordagem estruturada para o paradigma OO.

EG: Pra encerrar, quais são as dicas que você deixa para elaborarmos um bom modelo orientado a objetos?

Dr. Spock: Como disse Morpheus para o Neo em Matrix: “Free your mind”. Este é o primeiro passo para aprender OO. Então, obviamente, o segundo passo é: efetivamente aprenda OO e use-a sem medo e com responsabilidade, ou seja, saiba o que está fazendo. Além disso, não tenha medo de se esborrachar lá embaixo! O resto é experiência que só se adquire com o tempo, paciência e aplicando as melhores soluções que muitos já experimentaram e estão documentadas e disponíveis no mundo virtual.

Process Templates para Team Foundation Server

No Visual Studio Team Foundation Server 2008, podemos encontrar dois templates de processo que já vem com o produto: o MSF for Agile 4.2 e o MSF for CMMi 4.2.

São processos bem abrangentes sendo que o primeiro é mais indicado para projetos com um nível de controle não tão alto, onde temos que ter respostas ágeis a frequentes mudanças de requisitos e uma quantidade de documentação reduzida e o segundo mais indicado para projetos onde o gerenciamento de escopo, recursos, configuração e qualidade são mais efetivos e é um template de processo que atende aos requisitos do CMMi nível 3.

Para uma boa parte das empresas, esses dois templates fornecem templates e recursos mais que suficiente para o gerenciamento do projeto, porém há empresas que preferem customizar o próprio processo e definir seus próprios templates, workflows de aprovação de tarefas e bugs, relatórios, etc.

E há ainda, com o crescimento da adoção de metodologias ágeis, empresas parceiras e a própria comunidade trabalhando na criação de templates de processos para essas metodologias, entre elas Scrum, XP e FDD.

Consultando o site http://widgets.accentient.com/default.aspx que é um excelente repositório de extenções para o Team System, pude ver que já temos 13 novos templates para utilizarmos no Team Foundation Server. São eles:

  1. Cognizant FDD Process ($) – Cognizant (Commercial)
  2. Content Bridge for VSTS ($) – Osellus (Commercial)
  3. IRIS Process Author ($) – Osellus (Commercial)
  4. IRIS Process Live ($) – Osellus (Commercial)
  5. MSF for Agile Software Development (ver 4.1) – Microsoft (Free)
  6. MSF for CMMI® Process Improvement (ver 4.1) – Microsoft (Free)
  7. Personal Workspace v1.0 – Mitch Denny/Readify (Commercial)
  8. Process MeNtOR TeamGuide ($) – Object Consulting (Commercial)
  9. Scrum Template (CodePlex) – CodePlex (Community)
  10. Scrum Template (Conchango) – Conchango (Free)
  11. Scrum Template (Microsoft eScrum) – Microsoft (Free)
  12. Scrum Template (Scrumptious) – CodePlex (Community)
  13. XP for Team System (Extreme Programming) – CodePlex (Community)

Abraços
André Dias